Mamiferos DA BAHIA

COMPILAÇÃO DE INFORMAÇÕES

Trabalhos recentes indicam a presença de 688 espécies de mamíferos no Brasil (Reis et al. 2011), estando o país entre os de maior diversidade mastofaunística do Mundo. Infelizmente, cerca de 10% dessas espécies estão ameaçadas de extinção e muitas outras requerem atenção por sua fragilidade e/ou interesse conservacionista. Esse cenário demonstra, ainda que indiretamente, a extensão do impacto do homem sobre as espécies e ecossistemas.

 

A Bahia, com seu intenso histórico de ocupação que remonta o século XVI, representa bem essa realidade. Dados recentes (SOS Mata Atlântica e INPE) colocam o estado no segundo lugar no ranking do desmatamento da Floresta Atlântica, perdendo 4.516 hectares de floresta nativa no período de 2011 a 2012. Essa realidade tem direcionado o desenvolvimento de estudos mais criteriosos que permitam reconhecer os impactos dessas ações sobre as comunidades de mamíferos, bem como justificado a grande preocupação com tendências futuras.

 

A nova fase da mastozoologia nordestina é marcada por um aumento significativo no número de pesquisadores e centros de pesquisas nacionais e internacionais interessados na região, bem como por agências de fomento a estudos para conservação da fauna silvestre. Parte da literatura hoje disponível para a Bahia confere, ainda que timidamente, dados ecológicos de espécies para algumas localidades e informações básicas relacionadas à sua distribuição. Contudo, em geral, as informações estão concentradas na porção leste do estado, com destaque para a floresta atlântica.

 

A diversidade de mamíferos do estado da Bahia ultrapassa aquela conhecida para o bioma Mata Atlântica (250 espécies) e se aproxima da diversidade da Amazônia (311 espécies) (Reis et al. 2011). Numa primeira compilação da lista estadual baiana, foram consideradas 273 espécies (veja a lista), ou seja, cerca de 40% da riqueza observada para o Brasil (688 espécies). Apesar de extraordinária diversidade (!), a pressão exercida sobre esta fauna é cada vez maior, acarretando disfunções ecológicas severas e com efeitos desastrosos, como: declínios pronunciados nas populações de muitas espécies, alterações em suas áreas naturais de ocorrência, extinções locais, entre outras implicações, no mínimo, problemáticas.